{"id":819,"date":"2017-09-10T22:25:08","date_gmt":"2017-09-11T01:25:08","guid":{"rendered":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819"},"modified":"2017-10-11T22:52:53","modified_gmt":"2017-10-12T01:52:53","slug":"a-nova-cronica-de-narnia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819","title":{"rendered":"A NOVA CR\u00d4NICA DE N\u00c1RNIA"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex_column av_one_full  flex_column_div av-zero-column-padding first  \" style='border-radius:0px; '><p><section class=\"av_textblock_section\"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock '   itemprop=\"text\" ><p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-804\" src=\"http:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/09\/05-A-Nova-Cr\u00f4nica-de-N\u00e1rnia.jpg\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"191\" \/>A NOVA CR\u00d4NICA DE N\u00c1RNIA: A ASCENS\u00c3O DA FEITICEIRA<\/strong>\u00a0[1]<\/p>\n<p>Pr Elton Gomes Lucas<\/p>\n<p>Em uma floresta ao norte de N\u00e1rnia vivia a terr\u00edvel feiticeira branca, que fora trazida para N\u00e1rnia \u2013 um mundo paralelo ao nosso \u2013 pelo menino Digory. Ela comeu um fruto da \u00e1rvore da eterna juventude e viveu centenas de anos sem envelhecer, mas como tinha comido tal fruto fora do tempo e sem boa inten\u00e7\u00e3o, passou a ter pavor daquelas frutas. Digory, ent\u00e3o, instru\u00eddo pelo Le\u00e3o Aslam, o criador de N\u00e1rnia, plantara uma \u00e1rvore daquele fruto em N\u00e1rnia e, assim, a feiticeira n\u00e3o podia se aproximar daquele pa\u00eds.\u00a0[2]<\/p>\n<p>Em nossa hist\u00f3ria encontramos a feiticeira cercada de ogres e muitas outras criaturas m\u00e1s que haviam sido banidas das terras a oeste de N\u00e1rnia e agora serviam \u00e0 grande vil\u00e3. Sua grande ang\u00fastia era n\u00e3o poder se aproximar e subjugar N\u00e1rnia, a terra que ela viu nascer e sobre a qual sonhava governar.<\/p>\n<p>Naquele dia, Jadis, a grande feiticeira branca, sa\u00edra sozinha, como em todas as tardes, para tentar descobrir uma forma de destruir aquela \u00e1rvore, por\u00e9m sem aproximar-se da mesma. H\u00e1 centenas de anos ela fazia isso, sem, contudo, jamais encontrar uma solu\u00e7\u00e3o. Ela come\u00e7ou a se afastar em dire\u00e7\u00e3o a um bosque onde jamais havia estado antes. Sentia que era atra\u00edda para uma regi\u00e3o montanhosa situada al\u00e9m daquele bosque. Como ela n\u00e3o tinha medo de nada, dirigiu-se \u00e0quela regi\u00e3o para conhecer que magia t\u00e3o poderosa era aquela que a puxava com tanta for\u00e7a naquela dire\u00e7\u00e3o. Chegou a uma caverna muito escura e parou \u00e0 porta, indecisa se tal poder realmente emanava daquele lugar. De dentro da caverna ouviu uma voz potente, que lhe parecia familiar, chamando o seu nome: Jadis!<\/p>\n<p>Jadis perguntou quem falava e a voz respondeu: &#8211; voc\u00ea n\u00e3o sabe quem sou eu, mas eu j\u00e1 te conhe\u00e7o desde pequena, quando voc\u00ea ainda vivia no seu mundo, na grande cidade de Charn. Eu sou o grande senhor das trevas e era eu quem te guiava em seu mundo. Fui eu quem te conduziu at\u00e9 a palavra certa que destruiu todas as coisas vivas do seu mundo. E agora, te nomeio a minha representante nestas terras, e a minha guerreira contra o Le\u00e3o e contra N\u00e1rnia. Passo-te o meu poder e meus direitos sobre as criaturas, inclusive o direito sobre todos os traidores. Pela lei, todos os traidores s\u00e3o presas minhas e agora ser\u00e3o suas.<\/p>\n<p>Jadis retrucou: &#8211; mas como guerrearei contra N\u00e1rnia, se aquela \u00e1rvore n\u00e3o me deixa sequer aproximar daquele pa\u00eds?<\/p>\n<p>&#8211; V\u00ea aquela montanha branca, a mais alta, \u00e0 sua direita. \u2013 disse a voz da caverna. \u2013 Se voc\u00ea puder contornar a sua base e passar por uma estreita passagem entre a montanha e o abismo, voc\u00ea encontrar\u00e1 uma caverna guardada por um drag\u00e3o. Voc\u00ea dir\u00e1 ao drag\u00e3o que o grande senhor das trevas te enviou e ele te deixar\u00e1 entrar. L\u00e1 dentro, encontrar\u00e1 um grande livro fechado. Este \u00e9 o grande livro da magia negra. Dentro dele voc\u00ea encontrar\u00e1 a chave para libertar tr\u00eas esp\u00edritos poderosos que est\u00e3o presos no abismo \u00e0 frente da caverna. Eles te ajudar\u00e3o a encontrar a forma de destruir aquela \u00e1rvore. Ainda na caverna est\u00e1 uma pequena vara, a qual, se ativada por um encantamento que tamb\u00e9m est\u00e1 no livro, te dar\u00e1 poder para transformar em pedra qualquer criatura de N\u00e1rnia. H\u00e1 outros encantamentos \u00fateis no livro, como aquele que te dar\u00e1 poder para mudar os tempos em N\u00e1rnia e fazer com que seja sempre inverno naquele pa\u00eds e que o natal jamais chegue.<\/p>\n<p>Jadis partiu ent\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o da montanha branca. Ela caminhou um dia e uma noite por um caminho dif\u00edcil, cheio de pedras e obst\u00e1culos, at\u00e9 chegar \u00e0 pequena passagem entre a caverna e a montanha. Uma crian\u00e7a pequena e magra teria muitas dificuldades de passar por aquele obst\u00e1culo e Jadis era bem mais alta que um humano comum. Ela pensou em desistir, mas se lembrou do seu sonho de conquistar N\u00e1rnia e prosseguiu. Por tr\u00eas vezes chegou a pensar que cairia no grande abismo, mas ap\u00f3s muito esfor\u00e7o ela conseguiu atingir a entrada de uma caverna escura. O drag\u00e3o se aproximou para ver quem tinha a coragem e a ousadia de tentar entrar em sua caverna, todavia, antes de usar suas potentes labaredas de fogo, Jadis gritou: &#8211; Venho em nome do grande senhor das trevas para buscar o grande livro da magia negra. O drag\u00e3o respondeu: &#8211; quem \u00e9 enviada pelo meu senhor, tem livre acesso em minha caverna.<\/p>\n<p>A feiticeira entrou na caverna e, guiada pelo drag\u00e3o, encontrou o livro e a vara. O drag\u00e3o soprou sobre uma grande vela, iluminando o compartimento onde Jadis estava. Ela n\u00e3o saberia dizer quanto tempo passou lendo aquele livro e extasiada com a magia contida ali. Magia muito mais antiga que N\u00e1rnia, muito mais antiga que ela pr\u00f3pria, mais antiga ainda que todos os mundos. Ao perceber, entretanto, que a vela se apagava, viu que era hora de deixar o reino do drag\u00e3o e se dirigir para o grande abismo. Utilizando um encantamento aprendido no livro, chegou a uma sali\u00eancia na parede do abismo, j\u00e1 uns duzentos metros abaixo do n\u00edvel da caverna do drag\u00e3o. L\u00e1 ela pronunciou palavras indecifr\u00e1veis em nossa l\u00edngua e ouviu o barulho de grandes correntes que se partiam em um lugar muito abaixo de onde ela estava.<\/p>\n<p>Tudo aconteceu muito r\u00e1pido. Quando Jadis deu por si, ela j\u00e1 estava no alto de uma grande montanha, levada por tr\u00eas esp\u00edritos poderos\u00edssimos. Oh grande feiticeira que nos libertou \u2013 ouviu de um deles. O que podemos fazer por voc\u00ea? Jadis contou sobre seu encontro com o senhor das trevas e sobre o livro da magia negra. Um dos esp\u00edritos respondeu que eles eram servos do grande senhor das trevas e que estariam a servi\u00e7o da sua representante. Outro afirmou que iriam instru\u00ed-la sobre como agir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rvore. O terceiro disse que o maior inimigo \u2013 os filhos de Ad\u00e3o \u2013 eram tamb\u00e9m os maiores aliados.<\/p>\n<p>Jadis voltou \u00e0 sua casa junto com os tr\u00eas novos aliados e gritou para os ogres: &#8211; Agora N\u00e1rnia ser\u00e1 nossa! O plano dos tr\u00eas esp\u00edritos foi logo exposto aos servos da feiticeira: Nenhum deles poderia se aproximar daquela \u00e1rvore e nenhum dos animais falantes de N\u00e1rnia, ainda que se aliassem \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o teriam coragem de tocar na \u201c\u00e1rvore sagrada\u201d, mas os homens poderiam ser enganados e destruiriam a \u00e1rvore. Uma vez destru\u00eddo o que os afastava de N\u00e1rnia, eles marchariam contra o pa\u00eds do Le\u00e3o e o conquistariam. Os esp\u00edritos tinham a certeza de que encontrariam aliados entre os animais falantes e outras criaturas e que os demais seriam subjugados pelo medo.<\/p>\n<p>Um dos esp\u00edritos falou: &#8211; Entre os primeiros descendentes do rei Franco \u2013 o primeiro rei de N\u00e1rnia \u2013 havia um homem chamado Cam, que se tornou nosso aliado, mas foi banido do reino, junto com sua esposa Jezabel. Eles foram para o sul e formaram uma ra\u00e7a que nos \u00e9 fiel: os calormanos. Eles poder\u00e3o nos ser \u00fateis. Entre eles tamb\u00e9m existem mulheres que aprenderam a arte da magia e se tornaram grandes feiticeiras. Jadis afirmou que gostaria de ter algumas destas feiticeiras como suas aliadas, mas quanto aos homens calormanos, ela preferiu descart\u00e1-los, pois ainda que fossem aliados no in\u00edcio, logo buscariam formas de derrub\u00e1-la e tomarem para eles o poder.<\/p>\n<p>Elaborada toda a estrat\u00e9gia de guerra, Jadis encarregou um dos esp\u00edritos de descobrir um homem narniano que poderia ser seduzido e enganado para destruir a \u00e1rvore. O esp\u00edrito se dirigiu para Cair Paravel \u2013 o pal\u00e1cio dos reis de N\u00e1rnia, os leg\u00edtimos descendentes de Franco I, o primeiro rei de N\u00e1rnia. Encontrou o pal\u00e1cio em festa, celebrando a coroa\u00e7\u00e3o do rei Juvenal, tetraneto do rei Furac\u00e3o, o grande libertador das ilhas solit\u00e1rias. Ao mesmo tempo se celebrava o casamento do rei com Soraia, a mais bela rainha desde Cisne Branco, que era t\u00e3o linda que, ao se mirar em um lago da floresta, o reflexo do seu rosto permanecia resplandecendo nas \u00e1guas durante um ano e um dia.\u00a0[3]<\/p>\n<p>H\u00e1 muito tempo Juvenal estava apaixonado por Soraia, mas ele havia adiado o casamento, por saber que a ambiciosa noiva n\u00e3o agradava ao rei, seu pai. Morto, por\u00e9m, o rei, n\u00e3o havia mais raz\u00e3o para ele renunciar ao grande amor.<\/p>\n<p>O esp\u00edrito chegou a tempo de presenciar a conversa de dois grandes centauros, ocupantes de altos cargos no governo narniano. Um dos centauros revelava sua preocupa\u00e7\u00e3o com o futuro reinado, pois considerava Juvenal um jovem irrespons\u00e1vel, que, ainda por cima, se casara com uma mo\u00e7a perigosa, que, em sua ambi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o titubearia em fazer o que fosse preciso para aumentar o seu poder. O outro centauro suspirava: &#8211; Se ao menos o jovem Rafael fosse o primog\u00eanito do rei&#8230;<\/p>\n<p>O esp\u00edrito retornou \u00e0 Jadis muito satisfeito com sua descoberta, pois havia encontrado o casal ideal para ser enganado e, sendo eles os l\u00edderes de N\u00e1rnia, ningu\u00e9m os impediria de se aproximarem da \u00e1rvore. Restava aguardar o momento apropriado. Enquanto isso, reuniram um grande n\u00famero de feiticeiras e foram treinando o ex\u00e9rcito de ogres.<\/p>\n<p>A oportunidade surgiu em um dia de ver\u00e3o que o rei e a rainha sa\u00edram a s\u00f3s para tentarem ca\u00e7ar o grande veado branco, que trazia consigo a satisfa\u00e7\u00e3o de todos os desejos de quem o apanhasse. Na \u00e2nsia de n\u00e3o dividirem tais desejos com ningu\u00e9m, preferiram partir sozinhos, levando apenas c\u00e3es n\u00e3o-falantes. O esp\u00edrito que os observava avisou a feiticeira branca, que se dirigiu a um bosque, onde Juvenal e Soraia descansavam.<\/p>\n<p>Jadis se aproximou e disse: &#8211; s\u00e3o os poderosos reis de N\u00e1rnia? Soraia assustou-se e indagou: &#8211; Quem \u00e9 voc\u00ea? Jadis disse que era uma grande admiradora dos grandes reis de N\u00e1rnia e que era uma pena eles n\u00e3o terem o poder supremo sobre o pa\u00eds. Juvenal se alterou e gritou: &#8211; Como n\u00e3o temos o poder supremo? Somos os leg\u00edtimos reis de N\u00e1rnia, descendentes de Franco I. Jadis se lembrou do rei Franco e pensou que deveria t\u00ea-lo matado ainda quando ele era um insignificante cocheiro na Inglaterra. Mas logo se recomp\u00f4s e disse: &#8211; Acalme-se grande rei. Eu apenas estava refletindo que voc\u00ea nunca ser\u00e1 o mais poderoso em N\u00e1rnia enquanto o seu pa\u00eds estiver subordinado ao Le\u00e3o Aslam. Juvenal retrucou que Aslam h\u00e1 muito n\u00e3o aparecia em N\u00e1rnia e, al\u00e9m do mais, ele e seus antecedentes foram nomeados pelo pr\u00f3prio Aslam para o reino. Jadis ent\u00e3o retrucou: &#8211; voc\u00ea n\u00e3o entende? Enquanto ele for o que te colocou no reino, ele estar\u00e1 sobre voc\u00ea, mas voc\u00ea poder\u00e1 super\u00e1-lo. A id\u00e9ia de superar Aslam nunca tinha ocorrido a Juvenal, mas os olhos de Soraia brilharam, enquanto pensava: &#8211; Se derrotarmos Aslam, n\u00e3o seremos apenas os reis de N\u00e1rnia, seremos os deuses de todo o mundo. Ela ent\u00e3o perguntou: Como poder\u00edamos fazer isso? Jadis respondeu: H\u00e1 uma \u00e1rvore em N\u00e1rnia que d\u00e1 todo poder a Aslam: a grande \u00e1rvore sagrada. Contudo, se ela for queimada, Aslam n\u00e3o ter\u00e1 mais qualquer poder e voc\u00eas ser\u00e3o grandes deuses, aqueles que libertaram N\u00e1rnia da opress\u00e3o do Le\u00e3o.<\/p>\n<p>Jadis desapareceu e deixou o casal pensativo. Juvenal estava indeciso, pois sempre ouviu falar que a \u00e1rvore protegia o pa\u00eds, mas Soraia reagiu com intrepidez: &#8211; Toda hist\u00f3ria que nos contaram sobre a \u00e1rvore era apenas uma lenda que o Le\u00e3o espalhou para manter seu poder. Vamos destru\u00ed-la. Juvenal ainda tinha d\u00favidas, mas como n\u00e3o negava nada a sua amada, partiu para cumprir a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao verem os reis se aproximarem, os c\u00e3es falantes que guardavam o bosque onde Digory havia plantado a \u00e1rvore estranharam, mas receberam ordens do rei para deix\u00e1-lo passar. Juvenal dispensou os c\u00e3es, afirmando que ele e a rainha pretendiam estar a s\u00f3s, fazendo ora\u00e7\u00f5es junto \u00e0 \u00e1rvore sagrada. Os c\u00e3es, que se revezando em turnos, jamais haviam abandonado a \u00e1rvore, se assustaram com tal ordem, por\u00e9m como sempre foram fi\u00e9is aos reis de N\u00e1rnia, obedeceram.<\/p>\n<p>Ao se verem sozinhos, rapidamente os reis espalharam um l\u00edquido inflam\u00e1vel no tronco e na raiz da \u00e1rvore e atearam fogo. J\u00e1 de longe, os c\u00e3es viram o inc\u00eandio no bosque e pensaram em voltar, mas j\u00e1 n\u00e3o havia muito a fazer. Dingo, o l\u00edder dos c\u00e3es, se dirigiu ent\u00e3o para Cair Paravel e levou a not\u00edcia do que fizeram os reis \u00e0 casa real.<\/p>\n<p>Ao chegar ao pal\u00e1cio e anunciar a trag\u00e9dia, Dingo viu o pr\u00edncipe Rafael e a princesa Carolina \u2013 irm\u00e3os do rei Juvenal \u2013 chorarem amargamente dizendo: &#8211; foi-se a prote\u00e7\u00e3o de N\u00e1rnia. Logo o centauro Passo-lento, que era um grande s\u00e1bio afirmou: &#8211; existe uma profecia muito antiga que diz: quando a \u00e1rvore sagrada j\u00e1 n\u00e3o mais existir, ent\u00e3o ela n\u00e3o poder\u00e1 mais ser plantada no territ\u00f3rio de N\u00e1rnia. Neste dia, dever\u00e3o ser constru\u00eddos quatro tronos em Cair Paravel, os quais ser\u00e3o ocupados por quatro reis que vir\u00e3o libertar N\u00e1rnia. Ap\u00f3s constru\u00edrem os tronos, todos os que estiverem no pal\u00e1cio devem fugir para fora das imedia\u00e7\u00f5es de N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>Rafael mandou que os an\u00f5es fizessem os quatro tronos, mas disse que esperaria o irm\u00e3o voltar antes de fugir. Certamente ele teria uma explica\u00e7\u00e3o. O centauro, entretanto, disse que eles deveriam se apressar, pois n\u00e3o haveria mais tempo a perder. Sem sa\u00edda, os pr\u00edncipes e toda a corte deixaram o pal\u00e1cio e se dirigiram at\u00e9 a casa do centauro Olhos-de-justi\u00e7a, o grande profeta que vivia em um bosque nas regi\u00f5es meridionais de N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>Entrementes, o rei e a rainha voltaram ao pal\u00e1cio e espantaram-se de encontr\u00e1-lo abandonado. Logo, por\u00e9m, olharam para o c\u00e9u e viram a grande \u00e1guia Alegria que se aproximava. Nem bem havia pousado, a \u00e1guia disse aos reis: &#8211; N\u00e1rnia est\u00e1 sendo destru\u00edda. Uma grande feiticeira branca, \u00e0 frente de um ex\u00e9rcito de ogres, bruxas e outras criaturas m\u00e1s, invadiu N\u00e1rnia a partir do norte e arrasou os ex\u00e9rcitos reais que estavam naquela regi\u00e3o, vindo das batalhas contra os gigantes do norte. Alguns est\u00e3o mortos, outros foram transformados em est\u00e1tuas pela vara da feiticeira e outros se renderam a ela.<\/p>\n<p>O rei ficou furioso e disse: &#8211; ent\u00e3o aquela mulher nos enganou. Ela s\u00f3 queria que a prote\u00e7\u00e3o fosse removida para que ela pudesse invadir nosso pa\u00eds. Alegria, re\u00fana os ex\u00e9rcitos que vamos combat\u00ea-la. Mas a \u00e1guia respondeu triste que n\u00e3o havia mais ex\u00e9rcitos. A maior parte havia sucumbido na batalha do norte e os outros fugiram para o sul.<\/p>\n<p>Revoltado, o rei correu para dentro do pal\u00e1cio e a rainha o acompanhou. Ao entrarem em um grande sal\u00e3o, viram quatro grandes tronos e se depararam com um le\u00e3o que estava de costas. Era o maior le\u00e3o que eles j\u00e1 haviam visto e eles entenderam que estavam diante do grande Aslam. O le\u00e3o voltando-se disse: &#8211; um grande mal voc\u00eas fizeram, oh reis de N\u00e1rnia. Por vossa causa a terra de N\u00e1rnia se tornou maldita e jamais a grande \u00e1rvore poder\u00e1 ser novamente plantada dentro dos limites do pa\u00eds. Al\u00e9m disso, voc\u00eas mancharam a honra da dinastia de Franco e jamais um rei desta dinastia poder\u00e1 ocupar novamente o trono de N\u00e1rnia. O mal chegou e conquistou o pa\u00eds e durante muitos anos N\u00e1rnia estar\u00e1 sobre sua \u00e9gide, at\u00e9 que estes quatro tronos estejam ocupados por dois filhos de Ad\u00e3o e duas filhas de Eva. Quanto a voc\u00eas dois, ser\u00e3o banidos de N\u00e1rnia e nunca mais voltar\u00e3o a v\u00ea-la. Aslam soprou fortemente e Juvenal e Soraia foram lan\u00e7ados em uma ilha deserta, onde viveram at\u00e9 sua morte. Nunca mais se ouviu falar deles em N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>Aslam se dirigiu ao p\u00e1tio do pal\u00e1cio, onde encontrou a \u00e1guia Alegria em grande tristeza. Ordenou ent\u00e3o a ela que voasse para o sul, onde encontraria os pr\u00edncipes e muitos animais falantes, an\u00f5es, faunos e outras criaturas narnianas reunidas em uma grande clareira, pr\u00f3xima \u00e0 casa do centauro Olhos-de-justi\u00e7a. L\u00e1 ela deveria transmitir a seguinte mensagem: todos devem se dirigir para o sul, para al\u00e9m dos limites de N\u00e1rnia, depois do Pico da Tempestade, onde deveriam plantar a \u00e1rvore sagrada, a partir das sementes que haviam sido guardadas pelo centauro. Ali eles fundariam o Reino da Arquel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Rafael e Carolina, acompanhados pela corte real e por muitos homens e criaturas narnianas que se juntaram a eles no caminho, chegaram \u00e0 casa do grande profeta. Enquanto estavam sentados \u00e0 mesa, fazendo uma refei\u00e7\u00e3o \u00e0 base de ovos, sardinhas fritas, bolos de passas, batatas assadas e passadas na manteiga, cerveja e leite cremoso, viram chegar centenas de homens, an\u00f5es, faunos, centauros e animais falantes, fugindo do norte. A multid\u00e3o se aglomerou \u00e0 porta da casa, esperando uma dire\u00e7\u00e3o vinda do profeta ou dos pr\u00edncipes. Olhos-de-justi\u00e7a, tomando a palavra disse: &#8211; Esta noite, Aslam me apareceu em sonhos e me disse que dever\u00edamos estar reunidos na grande clareira do bosque que est\u00e1 entre o Rio Veloz e o Gramado da Dan\u00e7a, pois ali receber\u00edamos instru\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Partiram ent\u00e3o levando todos os suprimentos que podiam e levando tamb\u00e9m as sementes da \u00e1rvore sagrada que o centauro mantinha conservadas em sua casa, pois sabiam que n\u00e3o poderiam voltar para buscar nada.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s tomar todo o norte de N\u00e1rnia, a feiticeira e seu ex\u00e9rcito partiram para o Pal\u00e1cio de Cair Paravel, a fim de exterminar toda a descend\u00eancia real. Ao chegarem, encontraram o pal\u00e1cio vazio e abandonado. A feiticeira ordenou que um dos esp\u00edritos fosse atr\u00e1s dos fugitivos. Entrou na sala real e destruiu os tronos dos reis Juvenal e Soraia e depois se dirigiu \u00e0 uma outra sala e viu quatro tronos novos, recentemente constru\u00eddos, Decidiu tamb\u00e9m destru\u00ed-los, mas ao se aproximar dos tronos, viu entrando pela porta do grande sal\u00e3o, um enorme le\u00e3o. Ela sabia bem quem era aquele le\u00e3o e, ent\u00e3o, preferiu fugir por uma outra porta lateral e n\u00e3o quis mais se aproximar daquela sala. Foi para o p\u00e1tio e ordenou que ateassem fogo ao pal\u00e1cio. Uma feiticeira retrucou se ela n\u00e3o pretendia utilizar aquele pal\u00e1cio para o seu reino. Jadis disse que aquela n\u00e3o era uma casa digna dela e que ela construiria outro castelo.<\/p>\n<p>Atearam pois fogo ao pal\u00e1cio, mas o fogo apagou-se em seguida. Aumentaram a quantidade de l\u00edquido inflam\u00e1vel, mas o fogo tamb\u00e9m n\u00e3o prevaleceu. Por fim, Jadis e as feiticeiras uniram seus poderes m\u00e1gicos para invocar um grande fogo, todavia tamb\u00e9m n\u00e3o conseguiram. Jadis ent\u00e3o reconheceu que era grande a magia daquele lugar e decretou que aquele pal\u00e1cio deveria permanecer abandonado para sempre e colocou v\u00e1rios ogres de guarda no caminho, a fim de que ningu\u00e9m se aproximasse de Cair Paravel.<\/p>\n<p>Chegaram todos \u00e0 grande clareira e o profeta tomou a palavra: &#8211; Sabemos que nosso pa\u00eds sucumbiu diante das piores criaturas de nosso mundo. E sabemos pelas antigas profecias que muito tempo durar\u00e1 o governo da Feiticeira Branca. Mas uma outra profecia diz que um dia, vindos de um lugar distante, quatro crian\u00e7as chegar\u00e3o \u00e0 N\u00e1rnia e destruir\u00e3o o reino da feiticeira. Quando elas se sentarem nos quatro tronos que est\u00e3o em Cair Paravel, se iniciar\u00e1 o per\u00edodo mais glorioso da hist\u00f3ria de N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>Estava ele ainda falando quando, ao olharem para o c\u00e9u, viram se aproximando uma \u00e1guia voando velozmente em dire\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o. Era Alegria e, ap\u00f3s parar a fim de tomar ar, transmitiu a mensagem de Aslam. Ela contou ainda o que aconteceu com os reis de N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>O centauro ent\u00e3o afirmou: &#8211; n\u00e3o temos tempo a perder. Vamos seguir as instru\u00e7\u00f5es de Aslam. O nosso rei nos traiu e recebeu o que seu ato mereceu. Devemos ent\u00e3o passar a lideran\u00e7a ao pr\u00edncipe Rafael e coro\u00e1-lo rei da Arquel\u00e2ndia. A maioria dos homens, animais e outras criaturas aplaudiram a decis\u00e3o, mas Cravo, o l\u00edder dos an\u00f5es de N\u00e1rnia discordou e respondeu aos gritos: &#8211; N\u00e3o basta o que o irm\u00e3o dele fez! N\u00e3o nos submeteremos mais aos filhos de Ad\u00e3o! Al\u00e9m do mais, nem sabemos se foi mesmo Aslam quem mandou a \u00c1guia. N\u00f3s an\u00f5es voltaremos e faremos um acordo com a feiticeira. Quem for narniano que nos siga.<\/p>\n<p>Imediatamente, a maior parte dos an\u00f5es seguiu Cravo. Alguns animais tamb\u00e9m resolveram voltar, mas n\u00e3o por n\u00e3o aceitarem a lideran\u00e7a de Rafael, e sim por acreditarem que N\u00e1rnia era o pa\u00eds deles e que deveriam lutar por ele. Olhos-de-justi\u00e7a ainda tentou persuadi-los, afirmando que aquele n\u00e3o era um bom momento, contudo, um dia, eles ou os seus descendentes voltariam a habitar em N\u00e1rnia. Rafael, que at\u00e9 ent\u00e3o permanecera em silencia, disse: &#8211; N\u00e3o imporemos nossa vontade a ningu\u00e9m. Eu, minha irm\u00e3 Carolina e Olhos-de-justi\u00e7a partiremos neste momento rumo ao sul. Quem quiser nos seguir que o fa\u00e7a. Os demais retornem \u00e0s suas casas e que a feiticeira seja misericordiosa com estes.<\/p>\n<p>Partiram ent\u00e3o o pr\u00edncipe, a princesa, toda a corte real, todos os c\u00e3es falantes, a maioria dos centauros, muitos faunos e um sem n\u00famero de outras criaturas \u2013 animais falantes de diversas esp\u00e9cies, paulamas e at\u00e9 alguns an\u00f5es. Voltaram tamb\u00e9m muitos animais, dentre eles todos os lobos, que eram liderados por Curvel, que esperava ganhar alguma vantagem com a nova rainha.<\/p>\n<p>Jadis havia escravizado v\u00e1rios dos animais e outras criaturas e alguns destes escravos receberam a incumb\u00eancia de construir um grande castelo, entre duas colinas, para a resid\u00eancia da feiticeira. Quem se recusava a servi-la ou era morto, ou era transformado em est\u00e1tua. Ela coordenava a constru\u00e7\u00e3o, quando um dos esp\u00edritos chegou e disse que n\u00e3o encontrara a fam\u00edlia real. Ele havia seguido uma pista at\u00e9 a casa do Centauro, mas eles n\u00e3o estavam mais l\u00e1. Seguiu v\u00e1rias pegadas at\u00e9 uma grande clareira, mas eles j\u00e1 haviam deixado o lugar. Continuou seguindo rumo ao sul, mas alguma magia poderosa o fez perder a pista.<\/p>\n<p>Jadis ficara furiosa, mas antes mesmo de disparar seus gritos de raiva, viu aproximarem-se um grupo formado por an\u00f5es e lobos. O primeiro a falar foi Cravo, que colocou o seu ex\u00e9rcito de an\u00f5es a servi\u00e7o da nova rainha. Curvel tamb\u00e9m afirmou que os lobos falantes seriam aliados da grande feiticeira. Jadis iria recusar, mas se lembrou que os an\u00f5es eram grandes construtores e que os lobos poderiam ser poderosos espi\u00f5es. Disse ent\u00e3o que os an\u00f5es seriam seus servi\u00e7ais diretos, cuidando da constru\u00e7\u00e3o do castelo e de sua manuten\u00e7\u00e3o. Os lobos formariam a sua pol\u00edcia secreta.<\/p>\n<p>Jadis ent\u00e3o resolveu interrogar os an\u00f5es e lobos para saberem o destino da fam\u00edlia real. Cravo contou todo o relato das profecias e da mensagem da \u00e1guia. Ele ent\u00e3o ordenou que seu ex\u00e9rcito de ogros e feiticeiras partissem imediatamente para o sul e destru\u00edsse todos os fugitivos, principalmente seres humanos. Ao ouvir de um ogro que eles estavam bem na frente e n\u00e3o poderiam alcan\u00e7\u00e1-los, ela retrucou que iria dar um jeito de atras\u00e1-los, bastava que seu ex\u00e9rcito partisse j\u00e1 e preparado para caminhar em um rigoroso inverno. O ogro afirmou que era ver\u00e3o em N\u00e1rnia, mas Jadis afirmou que n\u00e3o seria mais, nunca mais.<\/p>\n<p>Rafael e seus seguidores seguiram viagem rumo ao Pico da Tempestade. Estavam tranq\u00fcilos por acharem que os ex\u00e9rcitos da feiticeira ainda estavam no norte. Durante o caminho, entretanto, sentiram que estavam sendo seguidos, por\u00e9m sem ver quem os seguia. Rafael percebeu que as pegadas dos animais os deixavam totalmente expostos, mas n\u00e3o falou nada para n\u00e3o trazer mais preocupa\u00e7\u00f5es. De repente, entretanto, se assombrou terrivelmente, ao olhar para tr\u00e1s e ver que as pegadas sumiam assim que eles passavam. Aslam est\u00e1 conosco, disse ele, mostrando o fen\u00f4meno a todos os que estavam com ele.<\/p>\n<p>Caminhavam animadamente, contando hist\u00f3rias de N\u00e1rnia: de Lorde Digory e de Lady Polly, que a centenas de anos, salvaram N\u00e1rnia com a ajuda do cavalo alado Pluma. Do grande Rei Franco I, do rei Furac\u00e3o e a liberta\u00e7\u00e3o das Ilhas Solit\u00e1rias. Da bela rainha Cisne Branco, das ca\u00e7adas ao Veado Branco. Carolina perguntava ao irm\u00e3o se ele achava que as quatro crian\u00e7as seriam descendentes deles, mas Rafael respondeu com tristeza que sua dinastia estava riscada do Reino de N\u00e1rnia e que aquelas crian\u00e7as n\u00e3o poderiam ser seus descendentes. Ao ver uma l\u00e1grima caindo no rosto da irm\u00e3, Rafael animou-a dizendo: &#8211; Contudo, seremos para sempre reis na Arquel\u00e2ndia e quando N\u00e1rnia voltar a ser o que sempre foi, nossos reinos ser\u00e3o aliados eternos.<\/p>\n<p>Chegaram \u00e0 regi\u00e3o montanhosa e perceberam que a neve ca\u00eda ininterruptamente. Rafael perguntou ao profeta se era sempre assim naquelas montanhas, mas o centauro respondeu que isso nunca acontecia no ver\u00e3o e que estavam sendo v\u00edtimas de algum encantamento misterioso. O caminho tornou-se cada vez mais \u00e1rduo. Sem agasalhos, e sem equipamentos ou mesmo sapatos para caminharem na neve, a jornada ficou bastante lenta e perigosa. Mas eles permaneceram caminhando, pois acreditavam em Aslam e no seu sonho.<\/p>\n<p>Com grandes dificuldades ultrapassaram o Pico da Tempestade e entraram por uma passagem \u00e0 esquerda das montanhas do Anvard. Ainda comemoravam a passagem pelo pico, quando viram a sua frente tr\u00eas seres espirituais aterrorizantes que lhes fechavam a passagem. Olharam para tr\u00e1s, mas viram grandes tren\u00f3s, puxados por renas e sobre os mesmos as piores criaturas que eles j\u00e1 haviam visto. Estavam cercados e alguns dos animais falantes come\u00e7aram a murmurar queixando-se por n\u00e3o terem voltado \u00e0 N\u00e1rnia quando tiveram oportunidade. Levantaram-se contra o pr\u00edncipe e o centauro, reclamando que estavam com fome, que a tal terra prometida jamais chegava e que iriam morrer naquelas montanhas pelas m\u00e3os dos poderosos esp\u00edritos ou do ex\u00e9rcito que os perseguia por tr\u00e1s. Olhos-de-justi\u00e7a mandou que parassem de blasfemar e que Aquele que os havia guiado at\u00e9 ali era fiel para os levarem at\u00e9 o final da jornada. Olhou para os esp\u00edritos e bradou em alta voz: &#8211; V\u00e3o-se embora em nome de Aslam. Os esp\u00edritos tremeram e fugiram. Jamais voltaram \u00e0quelas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Dispuseram-se a correr em dire\u00e7\u00e3o a leste, onde ficavam as terras do novo reino, segundo as instru\u00e7\u00f5es de Aslam. Os ogres e as feiticeiras viam em seu encal\u00e7o, quando de repente, um grande bloco de pedra soltou-se do alto de uma montanha, colocando-se entre uns e outros. Carolina jurava ter visto um le\u00e3o enorme no alto daquela montanha. Olhos-de-justi\u00e7a afirmou: &#8211; Fomos ajudados pela provid\u00eancia. Sigamos pois em frente, antes que eles ultrapassem a barreira natural.<\/p>\n<p>Chegaram a uma bela terra, em um vale cheio de frutos, com grandes lagos de \u00e1guas cristalinas. Ali agradeceram a Aslam por os terem guiado pelo caminho e pelo encantamento da feiticeira n\u00e3o prevalecer naquele lugar. \u00a0A primeira coisa que fizeram foi plantar ali a \u00e1rvore sagrada. Ao sentirem o perfume da \u00e1rvore, as feiticeiras e os ogres retornaram para N\u00e1rnia e jamais transpuseram a fronteira entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Em Arquel\u00e2ndia, Rafael foi coroado rei e se casou com Luana, uma prima de terceiro grau. Constru\u00edram uma grande fortaleza e muitas casas. Viveram ali muitos anos tranq\u00fcilos, que s\u00f3 n\u00e3o eram mais felizes, porque alguns fugitivos de N\u00e1rnia que buscavam ref\u00fagio na Arquel\u00e2ndia traziam as piores not\u00edcias: os homens restantes foram todos exterminados, os animais s\u00e3o escravizados e se revoltam-se, s\u00e3o transformados em est\u00e1tuas. A rainha promulgou um edito real, segundo o qual qualquer pessoa que ver um humano, deve prend\u00ea-lo e entreg\u00e1-lo a ela, sob pena de tamb\u00e9m ser transformado em est\u00e1tua. Em N\u00e1rnia \u00e9 sempre inverno, n\u00e3o h\u00e1 mais festas, nem dan\u00e7as, nem natal \u2013 o anivers\u00e1rio de Aslam. Muitos j\u00e1 morreram fugindo para o sul, outros est\u00e3o encarcerados no castelo da feiticeira. Alguns ainda resistem, escondidos no bosque, mas a maioria n\u00e3o tem mais for\u00e7as para lutar e se rendem \u00e0 feiticeira.<\/p>\n<p>Cem anos se passaram e a Arquel\u00e2ndia estava em festa. Era o dia da coroa\u00e7\u00e3o do jovem rei Luna, quarto da linhagem de Rafael I, o conquistador da Arquel\u00e2ndia. Algumas crian\u00e7as brincavam no p\u00e1tio do pal\u00e1cio quando viram se aproximar uma grande \u00e1guia. O pequeno Rui foi correndo avisar Lorde Darin, o bra\u00e7o direito do rei. Darin correu para fora e viu que era a \u00e1guia Olhos-fortes, a principal informante das coisas de N\u00e1rnia na Arquel\u00e2ndia. Olhos-fortes tinha liga\u00e7\u00f5es com a resist\u00eancia narniana, que por essa \u00e9poca, vivia escondida pr\u00f3ximo ao Dique dos Castores e era apoiada secretamente pelo governo da Arquel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Darin pediu ao menino Rui que fosse buscar o rei. Luna veio rapidamente e com ele vieram os nobres e rainha Margareth carregando os g\u00eameos Cor e Corin. &#8211; Trago boas e m\u00e1s not\u00edcias &#8211; disse a \u00e1guia. \u2013 Um fauno chamado Tumnus encontrou uma menina humana, que viera de outro mundo e tem uma irm\u00e3 e dois irm\u00e3os. \u2013 a profecia! \u2013 exclamou o rei. Mas a \u00e1guia continuou: &#8211; o fauno iria faz\u00ea-la adormecer e entreg\u00e1-la \u00e0 feiticeira, mas acabou se afei\u00e7oando \u00e0 menina e ajudou-a a voltar para casa. S\u00f3 que a rainha descobriu e mandou prender o fauno. Ningu\u00e9m sabe onde ele est\u00e1.<\/p>\n<p>O rei Luna mandou chamar o centauro Grandes-passos, descendente direto do grande profeta Olhos-de-justi\u00e7a e lhe relatou a hist\u00f3ria da \u00e1guia. Grandes-passos consultou os livros do av\u00f4 e viu gravado ali uma profecia, segundo a qual, quando as crian\u00e7as chegassem \u00e0 N\u00e1rnia, v\u00e1rios sinais confirmariam sua chegada e ent\u00e3o, todos os animais falantes, an\u00f5es, faunos, centauros, paulamas e outras criaturas narnianas deveriam retornar ao seu pa\u00eds, pois l\u00e1 era o seu lugar. Os humanos, por\u00e9m, deveriam continuar na Arquel\u00e2ndia, pois agora este era o pa\u00eds da descend\u00eancia de Franco. Eles poderiam voltar a N\u00e1rnia, depois que os novos reis fossem coroados, mas s\u00f3 a passeio. N\u00e3o poderiam mais morar em N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>Luna se entristeceu, mas disse que a vontade de Aslam deveria ser feita. Aguardariam os sinais e todos, menos os humanos, partiriam para N\u00e1rnia.<\/p>\n<p>Tr\u00eas dias depois, um eremita, que vivia pr\u00f3ximo \u00e0 Arquel\u00e2ndia e que era muito respeitado ali, chegou ao pa\u00eds de Luna com grandes not\u00edcias: &#8211; Como sabem, em minhas terras, existe um tanque onde eu, olhando para as \u00e1guas, posso ver as coisas acontecendo em muitos lugares. Eu vi tr\u00eas crian\u00e7as andando com dois castores nas florestas de N\u00e1rnia. Vi tamb\u00e9m a neve derretendo e a primavera brotando naquele pa\u00eds. Ainda vi mais uma coisa: criaturas narnianas comemorando o natal nas florestas. Luna se perguntava porque eram tr\u00eas as crian\u00e7as e n\u00e3o quatro, mas compreendeu que a quarta deveria estar por perto sem ser vista pelo Eremita. Entendeu, desta forma, que eram os sinais e deu ordens para que todos os que n\u00e3o fossem filhos de Ad\u00e3o e Eva se preparassem para partir.<\/p>\n<p>No dia seguinte, enquanto os preparativos eram feitos, a \u00e1guia Olhos-fortes voltou \u00e0 Arquel\u00e2ndia e disse que Aslam havia aparecido para um centauro em N\u00e1rnia e convocou uma reuni\u00e3o na grande mesa de pedra. Era o \u00faltimo sinal. Sob a lideran\u00e7a de Grandes-passos, uma grande caravana de animais falantes, an\u00f5es, faunos e outras criaturas se despediram dos homens da Arquel\u00e2ndia e partiram. Foi um momento de grande emo\u00e7\u00e3o. A tristeza de amigos dos dois lados que se separavam juntou-se \u00e0 euforia da volta para casa, cem anos depois.<\/p>\n<p>O rei Luna, ainda muito triste por n\u00e3o poder ir com os outros e ainda pela separa\u00e7\u00e3o dos amigos, se fechou sozinho no seu quarto e adormeceu. Poucos minutos depois acordava com uma voz que o chamava. Ao abrir os olhos, viu um le\u00e3o muito maior do que todos os que ele j\u00e1 havia visto. Numa mistura de assombro e admira\u00e7\u00e3o, ele permaneceu em sil\u00eancio, enquanto o le\u00e3o falava: &#8211; Luna, grande descendente de Franco I, sou Aslam, o guia dos seus pais no passado. Sei que est\u00e1s muito triste por n\u00e3o poder voltar a N\u00e1rnia agora. Um de seus antecedentes, o rei Juvenal, cometeu um grande erro e trouxe maldi\u00e7\u00e3o sobre toda a Casa de Franco. N\u00e3o mais poder\u00e3o reinar em N\u00e1rnia. Mas por causa da fidelidade do rei Rafael a mim, eu decretei que sua descend\u00eancia sempre governar\u00e1 sobre a Arquel\u00e2ndia. E, assim que a profecia se cumprir e os quatro tronos de Cair Paravel estiverem ocupados, haver\u00e1 paz e amizade eterna entre os dois reinos e tu e teus descendentes poder\u00e3o sempre ir \u00e0 N\u00e1rnia visitar os grandes reis. Agora, rei Luna, levante-se, pois um grande ex\u00e9rcito, vindo da Calorm\u00e2nia, marcha contra a Arquel\u00e2ndia para conquist\u00e1-la e depois invadir N\u00e1rnia. S\u00f3 que eles n\u00e3o prevalecer\u00e3o, tu e teus ex\u00e9rcitos os derrotareis. Defender\u00e1s a Arquel\u00e2ndia e tamb\u00e9m N\u00e1rnia destes homens do mal.<\/p>\n<p>Preocupado, mas com grande alegria por ter visto e ouvido Aslam, O rei Luna saiu do quarto e deu ordens para Lorde Darin e o seu irm\u00e3o Lorde Dar para que preparassem as tropas, pois um grande ex\u00e9rcito marchava contra a Arquel\u00e2ndia. Os dois estranharam o rei trazer tal not\u00edcia do quarto, sendo que ele n\u00e3o havia se referido a isso antes.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia de batalha foi definida: Lorde Dar e seus homens iriam se esconder em um ponto na sa\u00edda do deserto que vem do sul, da Calorm\u00e2nia. Atacariam os retardat\u00e1rios do ex\u00e9rcito inimigo, que estariam mais cansados da viagem pelo deserto. Lorde Darin iria com outro ter\u00e7o do ex\u00e9rcito e se esconderia mais a norte, aguardando um sinal. O rei Luna permaneceria na fortaleza com seus homens aguardando. Tudo pronto, os dois ter\u00e7os partiram para suas posi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 seguinte, um mensageiro de enviado por Lorde Dar, veio \u00e0 Arquel\u00e2ndia com a not\u00edcia de que o ex\u00e9rcito calormano havia passado, mas que Lorde Dar e seus homens haviam provocado grandes baixas na retaguarda daquele ex\u00e9rcito e que voltara a esconder-se at\u00e9 receber um sinal para voltar.<\/p>\n<p>Os calormanos chegaram at\u00e9 as portas da Arquel\u00e2ndia e se preparavam para derrub\u00e1-las com ar\u00edetes. S\u00f3 que ao aproximarem-se das portas, enfrentaram as fechas lan\u00e7adas pelos arqueiros de cima do muro. Os calormanos recuavam e horas depois tentavam novamente, mas foram perdendo muitos guerreiros. Quando o rei Luna percebeu o enfraquecimento das tropas calormanas, enviou um sinal \u00e0 Lorde Darin, para que este voltasse e atacasse os calormanos pelas costas. Quando viram as tropas que vinham do norte, os calormanos se voltaram para defender-se, mas o rei Luna e seus homens sa\u00edram da cidade e os atacavam pelo outro lado. Os calormanos perceberam que estavam cercados e perdidos e decidiram fugir. Foram, todavia, perseguidos pelos homens de Luna e de Darin e sofreram muitas baixas. Quando se aproximavam do deserto, foram novamente surpreendidos, agora pelo ex\u00e9rcito de Lorde Dar, que impuseram a derrota final aos calormanos. Estes voltaram para seu pa\u00eds, humilhados e enfraquecidos.<\/p>\n<p>As \u00e1guias, que sempre s\u00e3o as primeiras a saberem das batalhas, principalmente quando h\u00e1 grandes matan\u00e7as, enviaram um mensageiro aos animais que vinham da Arquel\u00e2ndia para N\u00e1rnia e avisarem que aquele pa\u00eds estava sendo atacado. Grandes-passos ficou assustado e convocou uma reuni\u00e3o para saber se voltariam para ajudar o rei Luna, mas logo um fauno disse: &#8211; A ordem para n\u00f3s fosse seguir para N\u00e1rnia. N\u00e3o podemos retornar. Os homens da Arquel\u00e2ndia saber\u00e3o defender o seu pa\u00eds. Os outros acabaram por concordar, mas ainda estavam grandemente preocupados com o destino do pa\u00eds onde nasceram e para onde haviam se refugiado seus antepassados. No dia seguinte, entretanto, outra \u00e1guia veio com a not\u00edcia de que os ex\u00e9rcitos calormanos haviam sofrido uma grande derrota e proporcionado um grande banquete para todas as aves de rapina. Todos ficaram felizes e disseram: \u00e9 o grande sinal de que Aslam est\u00e1 do nosso lado e que tamb\u00e9m triunfaremos contra a feiticeira aqui.<\/p>\n<p>Os animais da Arquel\u00e2ndia chegaram \u00e0 grande reuni\u00e3o da Mesa de Pedra e l\u00e1 estavam muitos componentes da resist\u00eancia de N\u00e1rnia. L\u00e1 tamb\u00e9m viram Aslam e depois viram chegar, trazidos por dois castores, as tr\u00eas crian\u00e7as prometidas. Esta hist\u00f3ria continua no livro O Le\u00e3o, a feiticeira e o guarda-roupa.<\/p>\n<p>J\u00e1 o rei Luna viveu feliz na Arquel\u00e2ndia, at\u00e9 o dia em que uma grande desgra\u00e7a atingiu sua fam\u00edlia: seu filho Cor, o primog\u00eanito dos seus g\u00eameos e herdeiro do trono foi seq\u00fcestrado e levado para longe. Mas esta hist\u00f3ria n\u00e3o termina aqui. Ela continua no livro O Cavalo e seu menino.<\/p>\n<p>[1]\u00a0Baseada nas Cr\u00f4nicas de N\u00e1rnia de C. S. Lewis, esta hist\u00f3ria se passa no per\u00edodo entre os livros \u201cO Sobrinho do Mago\u201d e \u201cO Le\u00e3o, a feiticeira e o guarda-roupa\u201d.<\/p>\n<p>[2]\u00a0Hist\u00f3ria contada no livro \u201cO Sobrinho do Mago\u201d de C. S. Lewis.<\/p>\n<p>[3]\u00a0As hist\u00f3rias do rei Furac\u00e3o e da Rainha Cisne Branco foram contadas no livro A \u00faltima batalha.<\/p>\n<\/div><\/section><br \/>\n<div  class='hr hr-default '><span class='hr-inner ' ><span class='hr-inner-style'><\/span><\/span><\/div><br \/>\n<div class='av-social-sharing-box '><div class='av-share-box'><h5 class='av-share-link-description'>Compartilhe<\/h5><ul class='av-share-box-list noLightbox'><li class='av-share-link av-social-link-facebook' ><a target='_blank' href='http:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819&amp;t=A%20NOVA%20CR%C3%94NICA%20DE%20N%C3%81RNIA' aria-hidden='true' data-av_icon='\ue8f3' data-av_iconfont='entypo-fontello' title='' data-avia-related-tooltip='Share on Facebook'><span class='avia_hidden_link_text'>Share on Facebook<\/span><\/a><\/li><li class='av-share-link av-social-link-twitter' ><a target='_blank' href='https:\/\/twitter.com\/share?text=A%20NOVA%20CR%C3%94NICA%20DE%20N%C3%81RNIA&url=https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819' aria-hidden='true' data-av_icon='\ue8f1' data-av_iconfont='entypo-fontello' title='' data-avia-related-tooltip='Share on Twitter'><span class='avia_hidden_link_text'>Share on Twitter<\/span><\/a><\/li><li class='av-share-link av-social-link-gplus' ><a target='_blank' href='https:\/\/plus.google.com\/share?url=https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819' aria-hidden='true' data-av_icon='\ue8f6' data-av_iconfont='entypo-fontello' title='' data-avia-related-tooltip='Share on Google+'><span class='avia_hidden_link_text'>Share on Google+<\/span><\/a><\/li><li class='av-share-link av-social-link-pinterest' ><a target='_blank' href='http:\/\/pinterest.com\/pin\/create\/button\/?url=https%3A%2F%2Fministeriojusticaepoder.com.br%2F%3Fp%3D819&amp;description=A%20NOVA%20CR%C3%94NICA%20DE%20N%C3%81RNIA&amp;media=https%3A%2F%2Fministeriojusticaepoder.com.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F2017%2F09%2F05-A-Nova-Cr%C3%B4nica-de-N%C3%A1rnia.jpg' aria-hidden='true' data-av_icon='\ue8f8' data-av_iconfont='entypo-fontello' title='' data-avia-related-tooltip='Share on Pinterest'><span class='avia_hidden_link_text'>Share on Pinterest<\/span><\/a><\/li><li class='av-share-link av-social-link-linkedin' ><a target='_blank' href='http:\/\/linkedin.com\/shareArticle?mini=true&amp;title=A%20NOVA%20CR%C3%94NICA%20DE%20N%C3%81RNIA&amp;url=https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819' aria-hidden='true' data-av_icon='\ue8fc' data-av_iconfont='entypo-fontello' title='' data-avia-related-tooltip='Share on Linkedin'><span class='avia_hidden_link_text'>Share on Linkedin<\/span><\/a><\/li><li class='av-share-link av-social-link-mail' ><a  href='mailto:?subject=A%20NOVA%20CR%C3%94NICA%20DE%20N%C3%81RNIA&amp;body=https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=819' aria-hidden='true' data-av_icon='\ue805' data-av_iconfont='entypo-fontello' title='' data-avia-related-tooltip='Share by Mail'><span class='avia_hidden_link_text'>Share by Mail<\/span><\/a><\/li><\/ul><\/div><\/div><\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":804,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[14],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/819"}],"collection":[{"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=819"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/819\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":932,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/819\/revisions\/932"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}