{"id":978,"date":"2018-02-14T18:36:26","date_gmt":"2018-02-14T21:36:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=978"},"modified":"2020-03-04T08:20:11","modified_gmt":"2020-03-04T11:20:11","slug":"ceu-e-inferno-mito-ou-realidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ministeriojusticaepoder.com.br\/?p=978","title":{"rendered":"C\u00c9U E INFERNO \u2013 MITO OU REALIDADE por Pr Elton Gomes Lucas"},"content":{"rendered":"<p>Ao ler o livro Revival de Stephen King, algo me chamou a aten\u00e7\u00e3o. O livro conta a hist\u00f3ria de um jovem criado no interior dos Estados Unidos em uma pequena Igreja Metodista e seu relacionamento com um ex-pastor da referida igreja por toda a vida. O interessante \u00e9 que aquele pastor abriu m\u00e3o de sua f\u00e9 e seu minist\u00e9rio em busca de descobrir a exist\u00eancia do c\u00e9u e se esse teria sido o destino de sua mulher e filho, mortos em um acidente. O desfecho do livro \u00e9 a conclus\u00e3o de que o c\u00e9u n\u00e3o existe, mas o inferno \u00e9 real.<\/p>\n<p>Tal conclus\u00e3o foge do tradicional. Algumas pessoas acreditam na exist\u00eancia dos dois. Outras s\u00f3 na exist\u00eancia do c\u00e9u e a maioria em nenhum dos dois.\u00a0 A quest\u00e3o a ser discutida aqui \u00e9 se estamos tratando de dois lugares reais, ou apenas de alguma met\u00e1fora.<\/p>\n<p>Primeiro vamos \u00e0s Escrituras: As refer\u00eancias b\u00edblicas ao inferno usam normalmente a express\u00e3o pranto e ranger de dentes (Mt 8: 12; 13: 42, 50; 22: 13; 24: 51; 25: 30 E Lc 13: 28). Acrescenta-se tamb\u00e9m a hist\u00f3ria do Rico e do L\u00e1zaro. Assim, embora existam met\u00e1foras em rela\u00e7\u00e3o ao inferno quando o mesmo \u00e9 comparado ao Geena (Mt 5: 22; 18: 9; Mc 9: 47-48), que era um lugar onde o lixo queimado ardia constantemente, a B\u00edblia n\u00e3o deixa d\u00favidas de estar tratando de um lugar real, f\u00edsico, destinado ao diabo e seus anjos, mas que acabou sendo o destino eterno de muitos seres humanos.<\/p>\n<p>\u201cDo pecador metido em tal vala ficava de fora a parte que vai dos p\u00e9s \u00e0 barriga da perna; pois o resto do corpo n\u00e3o se via. Ardiam-lhes as plantas dos p\u00e9s, acesas por inteiro, e nesse sofrer tanto se estorciam que teriam podido romper la\u00e7os e cordas. Do calcanhar aos dedos corriam chamas, inflamadas como se flamejassem sobre o corpo untado com gordura\u201d.<\/p>\n<p>O trecho acima retirado da divina com\u00e9dia de Dante, retrata um dos lugares de castigo que o viajante encontrou no inferno. O lugar \u00e9 real, \u00e9 horripilante. Podemos concluir ent\u00e3o que o inferno existe.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e9u, a B\u00edblia tamb\u00e9m define com um lugar f\u00edsico e real. Em II Co 12, Paulo fala de um homem (possivelmente ele mesmo), que h\u00e1 quatorze anos (em um tempo espec\u00edfico), teria sido arrebatado ao c\u00e9u. Muitas outras hist\u00f3rias s\u00e3o contadas de arrebatamentos como esse. Posso citar aqui o Livro\/Filme \u201cO c\u00e9u \u00e9 de Verdade\u201d. Muitos como Paulo revelam que viveram a experi\u00eancia de ter ido ao c\u00e9u. Aqui tamb\u00e9m estamos tratando de um lugar e n\u00e3o de um estado de esp\u00edrito. O c\u00e9u existe, ocupa um lugar no espa\u00e7o, \u00e9 um lugar de del\u00edcias e tamb\u00e9m \u00e9 o destino eterno de muitos seres humanos.<\/p>\n<p>Definida a exist\u00eancia f\u00edsica dos dois lugares e constatado o fato de pessoas estarem indo para um ou outro desses lugares (n\u00e3o existe uma outra op\u00e7\u00e3o. Purgat\u00f3rio, reencarna\u00e7\u00e3o, limbo, s\u00e3o apenas tentativas de fuga da \u00fanica realidade: Daqui a milh\u00f5es de anos cada um de n\u00f3s estar\u00e1 ou no c\u00e9u ou no inferno e isso \u00e9 eterno), \u00e9 preciso definir quem vai para um e quem vai para o outro desses destinos.<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 a mais simples poss\u00edvel: depende \u00fanica e exclusivamente da escolha de quem vai. A\u00ed voc\u00ea est\u00e1 perguntando: As pessoas podem passar a eternidade em um lugar de dores e sofrimento ou em lugar de del\u00edcias perp\u00e9tuas e s\u00e3o elas que escolhem. Ent\u00e3o quem escolheria o inferno? Todos v\u00e3o para o c\u00e9u.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 um pouco mais complexa. Primeiro, para se ir ao c\u00e9u \u00e9 preciso acreditar no c\u00e9u, todavia, n\u00e3o \u00e9 preciso que se acredite no inferno para que esse seja o destino. Segundo, a porta que leva ao inferno \u00e9 bem mais larga e s\u00f3 pressup\u00f5e duas ren\u00fancias: Cristo e a gra\u00e7a. A porta que leva ao c\u00e9u \u00e9 estreita e pressup\u00f5e uma s\u00e9rie de ren\u00fancias (mundo, pecado, prazeres carnais). A B\u00edblia afirma que: \u201cDesde os dias de Jo\u00e3o Batista at\u00e9 agora, o Reino dos c\u00e9us \u00e9 tomado \u00e0 for\u00e7a, e os que usam de for\u00e7a se apoderam dele\u201d (Mt 11: 12).<\/p>\n<p>Finalmente, a escolha do destino acarreta a escolha do caminho. Ou seja, quando eu defino onde quero chegar, eu tenho que tomar o caminho que leva \u00e0quele lugar, ainda que a estrada esteja esburacada. Que existam uma s\u00e9rie de barreiras a serem transpostas. Eu s\u00f3 chegarei ao meu destino se eu tomar o caminho certo, E para o c\u00e9u n\u00e3o existem duas possibilidades, nem modais de transportes diferentes. Ou eu vou atrav\u00e9s de Jesus ou eu n\u00e3o vou. Portanto, embora seja minha a escolha, n\u00e3o \u00e9 uma escolha f\u00e1cil.<\/p>\n<p>C S Lewis refletiu sobre isso quando disse; \u201cIr para o c\u00e9u significa tornar-se mais humano do que voc\u00ea jamais foi na terra; ir para o inferno \u00e9 o mesmo que ser banido da humanidade. O que \u00e9 lan\u00e7ado (ou se lan\u00e7a) no inferno s\u00e3o seres humanos. S\u00e3o refugos. Ser um ser humano completo significa fazer as paix\u00f5es obedecerem \u00e0 vontade e oferecer essa vontade a Deus. Ter sido um ser humano ou ser um ex-homem, provavelmente, significa possuir uma vontade completamente voltada para o eu e ter paix\u00f5es completamente descontroladas pela vontade\u201d.<\/p>\n<p>Para encerrar, transcrevo uma hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>Um casal de mission\u00e1rios americanos voltava para casa ap\u00f3s 50 anos servindo a Deus na \u00c1frica. Durante a viagem de volta no navio, eles vieram imaginando como seriam recebidos e que tipos de honra receberiam de seus familiares e amigos, j\u00e1 que dedicaram praticamente a vida toda a servi\u00e7o do Reino de Deus. Quando o navio se aproximava do porto, eles viram muitas bandeiras, banda, fanfarra e uma festa preparada. Ent\u00e3o pensaram: &#8220;Maravilha! Eles est\u00e3o prontos para nos receber de volta! Que alegria!&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando sa\u00edram do navio depois de um bom tempo, j\u00e1 que estavam viajando na terceira classe, viram os pap\u00e9is coloridos espalhados pelo ch\u00e3o e n\u00e3o havia mais a banda e as pessoas. Diante daquele sil\u00eancio, comentaram: &#8220;A festa deve ter sido por causa daqueles homens de terno no navio. Vamos embora!&#8221; Ent\u00e3o foram para casa, cansados e frustrados, pois n\u00e3o havia ningu\u00e9m para esper\u00e1-los, nenhuma recompensa sequer e o marido ficou t\u00e3o revoltado que saiu batendo a porta e disse \u00e0 sua esposa: &#8220;Eu vou dar uma volta, pergunta a\u00ed pro seu Deus se \u00e9 isso que Ele tem pra nos dar depois de 50 anos de minist\u00e9rio!&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aquele homem andou\u2026 andou\u2026 andou\u2026 e, ao voltar, encontrou a esposa mexendo em alguma coisa na pia da cozinha. Ele entrou e perguntou \u00e0 mulher em tom de deboche: &#8220;E ent\u00e3o? Falou com o seu Deus se \u00e9 isso que Ele tem para nos dar, depois de renunciarmos 50 anos da nossa vida dedicados ao minist\u00e9rio?&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E a mulher sem se virar, simplesmente disse: &#8220;Falei sim.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Ah \u00e9? E ent\u00e3o, o que foi que Ele disse?&#8221; Retrucou o homem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela respondeu: &#8220;Deus disse que n\u00f3s ainda n\u00e3o chegamos em casa.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ch\u00e3o onde pisam meus p\u00e9s, a casa onde moro n\u00e3o \u00e9 o meu lar.<\/p>\n<p>Paredes de alvenaria que hoje me cercam n\u00e3o s\u00e3o do meu lar.<\/p>\n<p>Meu lar n\u00e3o precisa das luzes artificiais que brilham aqui.<\/p>\n<p>Meu lar tem a gl\u00f3ria de Deus a ilumin\u00e1-lo e torn\u00e1-lo feliz.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 doce morrer no Senhor: \u00e9 um pacto aben\u00e7oado dormir em Jesus. A morte n\u00e3o \u00e9 mais um banimento, \u00e9 uma volta do ex\u00edlio, um retorno para para o lar de muitas mans\u00f5es onde os amados j\u00e1 habitam&#8221; (Charles Spurgeon).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Qual \u00e9 a sua casa? Onde voc\u00ea vai passar a eternidade?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao ler o livro Revival de Stephen King, algo me chamou a aten\u00e7\u00e3o. O livro conta a hist\u00f3ria de um jovem criado no interior dos Estados Unidos em uma pequena Igreja Metodista e seu relacionamento com um ex-pastor da referida igreja por toda a vida. 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